sexta-feira, 11 de outubro de 2013

12 de Outubro



HOMENAGEM À NOSSA EXCELSA E SOBERANA RAINHA
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA

 Neste mês de outubro, transcrevemos logo abaixo aos nossos leitores um texto publicado na Folha de São Paulo há mais de 40 anos pelo insigne líder católico, Dr. Plínio Correa de Oliveira , em prece à Nossa Senhora Aparecida por ocasião da proximidade do sesquicentenário de nossa Independência.
A oração, apesar das quatro décadas que nos separam da pena que a escreveu é de uma atualidade impar.

************

Folha de S. Paulo, 16 de janeiro de 1972

Prece no sesquicentenário

Ó Senhora Aparecida.
(...)

AGRADECIMENTO
(...)
Agradecemo-Vos o território de dimensões continentais, e as riquezas que nele pusestes.

Agradecemo-Vos a unidade do povo, cuja variegada composição racial tão bem se fundiu neste grande caudal étnico de origem lusa — e cujo ambiente cultural, inspirado pelo gênio latino, tão bem assimilou as contribuições trazidas por habitantes de todas as latitudes.

Agradecemo-Vos a Fé católica, com a qual fomos galardoados desde o momento bendito da Primeira Missa.

Agradecemo-Vos nossa História, serena e harmoniosa, tão mais cheia de cultura, de preces e de trabalho, do que desavenças e de guerras.

Agradecemo-Vos nossas guerras justas, iluminadas sempre pela auréola da vitória.

Agradecemo-Vos nosso presente, tão cheio de realizações e de esperanças de grandeza.

Agradecemo-Vos as nações deste Continente, que nos destes por vizinhas, e que, irmanadas conosco na Fé e na raça, na tradição e nas esperanças do porvir, percorrem ao nosso lado, numa convivência sempre mais íntima, o mesmo caminho de ascensão e de êxito.

Agradecemo-Vos nossa índole pacífica e desinteressada, que nos inclina a compreender que a primeira missão dos grandes é servir, e que nossa grandeza, que desponta, nos foi dada não só para nosso bem, mas para o de todos.

Agradecemo-Vos o nos terdes feito chegar a este estágio de nossa História, no momento em que pelo mundo sopram tempestades, se acumulam problemas,  terríveis opções espreitam, a cada passo, os indivíduos e os povos. Pois esta é, para nós, a hora de servir ao mundo, realizando a missão cristã das nações jovens deste hemisfério, chamadas a fazer brilhar, aos olhos do mundo, a verdadeira luz que as trevas jamais conseguirão apagar.


PRECE

Nossa oração, Senhora, não é, entretanto, a do fariseu orgulhoso e desleal, lembrado de suas qualidades, mas esquecido de suas faltas.
Pecamos. Em muitos aspectos, nosso Brasil de hoje não é o País profundamente cristão com que sonharam Nóbrega e Anchieta. Na vida pública como na dos indivíduos, terríveis germes de deterioração se fazem notar que mantêm em sobressalto todos os espíritos lúcidos e vigilantes.


Por tudo isto, Senhora, pedimo-Vos perdão.

E, além do perdão, Vos pedimos forças. Pois sem o auxílio vindo de Vós, nem os fracos conseguem vencer suas fraquezas, nem os bons alcançam conter a violência e as tramas dos maus.
Com o perdão, ó Mãe, pedimo-Vos também a bênção.

Quanto confiamos nela!

Sabemos que a bênção da Mãe é preciosa condição para que a prece do filho seja ouvida, sua alma seja rija e generosa, seu trabalho seja honesto e fecundo, seu lar seja puro e feliz, suas lutas sejam nobres e meritórias, suas venturas honradas, e seus infortúnios dignificantes.
Quanto é rica destes, e de todos os outros dons imagináveis, a Vossa bênção, ó Maria, que sois a Mãe das mães, a Mãe de todos os homens, a Mãe Virginal do Homem-Deus!
Sim, ó Maria, abençoai-nos, cumulai-nos de graças, e mais do que todas, concedei-nos a graça das graças. Ó Mãe, uni intimamente a Vós este Vosso Brasil.

Amai-o mais e mais.

Tornai sempre mais maternal o patrocínio tão generoso que nos outorgastes.
Tornai sempre mais largo e mais misericordioso o perdão que sempre nos concedestes.
Aumentai vossa largueza no que diz respeito aos bens da terra, mas, sobretudo, elevai nossas almas no desejo dos bens do Céu.
Fazei-nos sempre mais amantes da paz, e sempre mais fortes na luta pelo Príncipe da Paz, Jesus Cristo, Filho Vosso e Senhor nosso.
De sorte que, dispostos sempre a abandonar tudo para lhe sermos fiéis, em nós se cumpra a promessa divina, do cêntuplo nesta terra e da bem-aventurança eterna.

 *

Ó Senhora Aparecida, Rainha do Brasil! Com que palavras de louvor e de afeto Vos saudar no fecho desta prece de ação de graças e súplica? Onde encontrá-las, senão nos próprios Livros Sagrados, já que sois superior a qualquer louvor humano?



De Vós exclamava, profeticamente, o povo eleito, palavras que amorosamente aqui repetimos:

— “Tu gloria Jerusalem, tu laeticia Israel, tu honorificentia populi nostro”.

Sois Vós a glória, Vós a alegria, Vós a honra deste povo que Vos ama.

sábado, 5 de outubro de 2013

Tradição Família Propriedade - Colocando os pingos nos "is"

Plinio e a TFP
uma escandalosa discriminação do século XX

 Marcos Luiz Garcia

Talvez ninguém tenha sido tão discriminado no século XX como Plinio Corrêa de Oliveira e a sua TFP. O mesmo fenômeno vai se repetindo neste século. Chamou-me a atenção como, na edição comemorativa dos seus 45 anos, a Veja publicou uma página (182) sobre o vasto acontecer brasileiro em torno de assuntos ligados especialmente à Religião Católica. Ofereço aos leitores uma parte pequena da matéria onde a Veja reconhece o marcante papel de Plinio Corrêa de Oliveira na época em que a esquerda católica tentou “tomar de assalto” o Brasil para torna-lo comunista. A fim de poupar o leitor separo o texto mais estritamente possível:



Segundo a própria Veja reconhece, Plinio Corrêa de Oliveira foi o baluarte católico anticomunista do Brasil. Eu acompanho a TFP desde aquela época e sou uma das incontáveis testemunhas de quanto a mídia em geral, inclusive a Veja, procurou discriminar a TFP e Plinio Corrêa de Oliveira. Diziam apenas o indispensável para satisfazer as bases conservadoras que não compreenderiam tal omissão. Essa luta ideológica sempre foi fortemente desproporcional contra a TFP. De modo geral a mídia sempre procurou minimizar a importância da TFP e de Plinio Corrêa de Oliveira, mas quando se tratava de fazer estrondos publicitários para denegrir e tentar fechar a TFP, esses eram gigantescos e ferocíssimos, deixando entrever a contrário senso, pelo menos aos quem tinha olhos para tal, a enorme importância que realmente as esquerdas davam ao Plinio e à sua TFP. Destaco outra frase da página comemorativa dos 45 anos da Veja, quando se refere às “drásticas mudanças” causadas pelo Concilio Vaticano II:



A Veja teria sido mais precisa se dissesse que após o falecimento de seu Fundador, Plínio Corrêa de Oliveira, a TFP foi completamente amordaçada graças a um conluio entre dissidentes, a esquerda católica e o judiciário, que entregou nas mãos daqueles a direção da entidade. Na realidade não havia para a esquerda outra maneira de acabar com a TFP senão “crucificando-a”; e para isso não faltaram nem Judas, nem Pilatos, nem Caifazes.



Por mais que esquerdistas da mídia e de outros rincões almejem seu desaparecimento, é um fato patente que, embora a TFP não apareça mais nas ruas, a sigla TFP está sempre presente na grande mídia e na internet, tanto nas manifestações favoráveis de seus eternos amigos, como nas expressões carregadas de ódio de seus inimigos também eternos. Quer queiram, quer não queiram, Plinio Corrêa de Oliveira deixou como herança sua um mito imorredouro. Assim como a cauda de um cometa fica passando longo tempo após o núcleo, o mito TFP permanece como um facho dourado sobre o nosso céu. Esse fato enche de ódio e desprezo os revolucionários (*) e alenta sobremaneira, como uma autêntica promessa, os que têm certeza do triunfo da causa contra revolucionária consubstanciada na frase de Nossa Senhora proferida em Fátima:








 “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.



 (As palavras revolucionário e contra revolucionário são empregadas aqui no sentido que lhes dá Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Revolução e Contra Revolução)

Perigo Real



Invasões de imóveis, aumento do IPTU e a comunistização de São Paulo
 blog São Paulo Resiste !



“Pá de cal na Reforma Agrária” é o objetivo título que Zander Navarro deu ao seu artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 21 deste mês. Meus cumprimentos por ter a coragem de reconhecer esta verdade tão rombuda, ao mesmo tempo tão escamoteada pela mídia esquerdista.
São palavras suas: “Por tudo isso, a reforma agrária brasileira concluiu o seu ciclo de vida. Do ponto de vista econômico e produtivo, seu fracasso é assombroso, pois a área total dos assentamentos é maior do que a área plantada de todos os cultivos nos demais estabelecimentos rurais. Mas, com surpresa, nada sabemos especificamente sobre a produção dos assentamentos, enquanto a agricultura brasileira se tornou uma das mais eficientes do mundo. É um confronto estatístico que desmoraliza qualquer defesa de tal política. Persistir em sua continuidade, portanto, beira a completa insanidade.” (os destaques são meus).
Faltou lembrar que o incansável combatente dessa funesta política agro reformista foi Plinio Corrêa de Oliveira, denunciando, esclarecendo e prevendo o fracasso que adviria pelo seu caráter comunista, igualitário, contrário ao direito de propriedade e à livre iniciativa. O best seller de sua autoria, “Reforma Agrária Questão de Consciência”, conjuntamente com dois bispos fiéis à autêntica Doutrina Social da Igreja (naquele tempo ainda os havia em número expressivo) e um economista sensato, foi o primeiro “petardo” contra essa política insana. Como Dr. Plinio acertou...
Afirmo que o único fruto real da RA, que está na profunda intenção do petismo mais do que o êxito produtivista dos assentados, foi atingido. Uma imensidão de terras passou da propriedade de particulares para a propriedade da União. Isso é certo.
Agora chegou a vez do PT tocar a Reforma Urbana, irmã da RA, nascida dos mesmos pais desta.
Quem anda por São Paulo constata que está montado um cenário teatral que é um “prato cheio” para a Reforma Urbana. A comédia petista se repete, segundo os mesmos princípios da RA. Primeiramente gente de nível bem acima de mendigos se tornam “moradores de rua”. Vindos dos mais diferentes lugares, se espalham em barracas de camping (nova moda), sob viadutos e marquises, engordam a sensação de miséria e desigualdade. Logo se articulam e pesquisam que prédios vazios invadir. Feita a invasão de um prédio vazio (este equivale à propriedade improdutiva no caso da RA), nasce o caso judicial, policial etc.
Simplificando: conversa vai, conversa vem, notícias na mídia - normalmente contra os proprietários -, o mais provável é que os invasores acabem ganhando a causa e fiquem usando o imóvel. Como na RA, esperam o título de propriedade que nunca virá. O cerco aos proprietários se fecha ainda mais com o aumento do IPTU.
A coisa se arrasta, o local vira um cortiço, a briga jurídica se eterniza. Simplificando, o invasor não terá uma moradia digna, o proprietário perderá sua propriedade e, o mais certo de tudo, o poder público será o real dono do imóvel.
 
Tão artificial é a Reforma Urbana, que, como a Reforma Agrária, semeará favelas, multiplicará a pobreza. A obstinação petista fará de tudo para transformar São Paulo numa miríade de “assentamentos urbanos”, senão numa Havana; plano que, cedo ou tarde, em razão dos “princípios mortais” do comunopetismo, receberá ele também, espero que em dia não tão distante, a sua pá de cal.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

#OGIGANTEACORDOU



O “GIGANTE” não pode voltar a dormir

Comunicação mais do que oportuna do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Se o GIGANTE acordou, foi em muito grande medida, por rejeição ao avanço desleal, impositivo e ditatorial da legalização do aborto. Precisamos apoiar com todas as nossas forças legais - pelo menos as que ainda dispomos - essa iniciativa



Começo de uma March for ife no Brasil? Pouca gente sabe, mas o aborto foi legalizado no Brasil, se não totalmente, ao menos em larga medida. Sim, o Projeto de Lei 03/2013 foi aprovado na calada da noite, sem que a população, majoritariamente contrária ao aborto, tivesse sido sequer informada e ouvida. Sancionado pela presidente Dilma Rousseff logo após a Jornada Mundial da Juventude, o projeto na prática libera o aborto em todos os casos. Diante dessa medida inteiramente atentatória à vida humana, e sobretudo à Lei de Deus, as reações ao aborto têm crescido em progressão geométrica.
A mais recente expressão disso é a “Caminhada pela Vida”, convocada para o dia 5 de outubro próximo (sábado), no centro do Rio de Janeiro. A concentração ocorrerá em frente à Candelária e a caminhada seguirá até a Cinelândia. Foi convocada pelo Movimento Brasil sem Aborto, com a participação ativa de diversos movimentos pró-vida, entre eles o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. É importante assinalar que a maior reação ao aborto que o mundo já assistiu - ou melhor, que ainda assiste - é a March for Life, em Washington, com a presença de 500 mil pessoas, como se viu em janeiro deste ano.
 Em 1972, a decisão da Suprema Corte norte-americana, conhecida como Roe v. Wade, foi o estopim desse levante, no início bem pequeno, e que hoje tomou proporções de um movimento político e de opinião pública respeitável e de grande influência naquele país.

Daniel F.S. Martins
(011)973202037
dfsmartins@gmail.com