sábado, 17 de maio de 2014

"Psicose Ambientalista" com ampla divulgação em Itu

Caravana do IPCO atrai a atenção dos ituanos

Jovens caravanistas do Instituto Plinio Correa de Oliveira divulgam na cidade obra de príncipe contra os desmandes do ambientalismo.




Os moradores de diversos bairros da cidade tiveram a oportunidade de conversar com membros do IPCO sobre uma grave questão que aflige o páis, uma verdadeira Psicose Ambientalista visa destruir o que pouco nos resta de civilização para jogar nossa sociedade em uma verdadeira barbárie tribal, de cunho comuno-anarquista.



O comunismo não morreu, apenas se metamorfoseou, e agora nos é apresentado não mais com a velha bandeira vermelha da foice e do martelo, mas sim com o verde da “proteção ao meio ambiente”, que no fundo visa implantar o comunismo disfarçado com leis e atitudes cada vez mais hostis ao verdadeiro espírito brasileiro.

O livro “Psicose Ambientalista”,que foi está sendo divulgado pelos caravanistas, nos desvenda o lado ocultado pela grande mídia que envolve um verdadeiro pacto para implantar o comunismo através desta nova bandeira verde. Ele foi escrito pelo Príncipe Imperial do Brasil, Bom Bertrand de Orleans e Bragança, autor da “Filial Mensagem ao Papa Francisco, que está tendo grande repercussão no Vaticano e em todo o mundo católico.


A Caravana passou também por outras cidade da região, tendo sempre uma calorosa acolhida e profunda adesão de espírito.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Jesus Cristo "SuperStar"

ITU NÃO SE OMITIU!
Cidade realizou ATO DE REPARAÇÃO contra “Jesus Cristo SuperStar”



Famílias católicas ituanas se reuniram em plena Sexta-Feira da Paixão de Nosso Senhor para o Ato de Reparação contra as ofensas cometidas na encenação da peça blasfema “Jesus Cristo SuperStar” na capital paulista.
O Ato contou com profunda adesão e espírito piedoso dos participantes que rezaram o Santo Terço em frente ao tradicional Cruzeiro de São Francisco, local onde semanas antes realizou-se o término da fracassada passeata homossexual, inflamada pela mídia.






O mesmo ato foi realizado em diversas capitais e cidades brasileiras, especialmente na cidade de São Paulo, em frente ao teatro no momento da encenação da peça, que contou com mais de 150 aguerridos participantes.

ASSISTA AO VÍDEO AQUI

A Liga do Santo Rosário, Ação Jovem pela Terra de Santa Cruz e Associação Devotos de Fátima, agradeceram a participação de todos.




sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ato Público de Reparação em Itu

Ituanos, esta é a hora de provar-nos nosso amor a Jesus Cristo!



ATO PÚBLICO DE REPARAÇÃO PELA PEÇA BLASFEMA ‘JESUS CRISTO SUPER STAR’ EM ITU







Está em cartaz na capital paulista a peça blasfema “Jesus Cristo Super Star” desde o dia 14 de Março, que denigre e desrespeita a imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo, zomba de Nossa Fé, sugere uma relação indecente entre Maria Madalena e Jesus, entre outros absurdos.
Em plena Sexta-Feira Santa, o sacrossanto dia da Paixão de Nosso Senhor, esta peça estará sendo apresentada em São Paulo.
Não faremos nós algo para consolar o Sagrado Coração, tão ofendido e chagado neste dia¿


Os membros da Liga do Santo Rosário de Itu, convidam vossa excelentíssima família para participar da recitação do Terço em público na praça D. Pedro I, próximo a Câmara dos Vereadores, em frente ao Cruzeiro de São Francisco às 17 hs.

Esta uma iniciativa criada pelo Instituto Plinio Correa de Oliveira, e atendida por diversas cidades brasileiras, que desde a estreia vem realizando terços públicos em frente ao teatro onde se realizam as apresentações, que repercutiram em diversos jornais, entre eles a Folha de S. Paulo e Estadão.


Junte-se a nós e dê uma prova de amor a Jesus que nos deu sua própria vida!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Jesus Cristo Super Star



EU DEFENDO JESUS



No dia 14 de Março, em pleno tempo da Quaresma, estreou na capital paulista uma peça teatral blasfema intitulada: “Jesus Cristo Super Star, que há décadas vem causando horror e indignação no mundo todo.

Nós fazemos parte de um país cuja maioria é católica, e não podemos aceitar algo que DENIGRE E DESRESPEITA a imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Divino Salvador, algo que ZOMBA DE NOSSA FÉ, sugerindo inclusive uma relação indecente entre Santa Maria Madalena e Nosso Senhor, entre outros absurdos impensáveis.


Convidamos nossos leitores ituanos e de todo o Brasil, a fazerem ATOS DE REPARAÇÃO contra esta blasfêmia e também a assinarem uma petição,CLICANDO AQUI ,que já conta com mais de 36 mil assinaturas contra a referida peça, a ser entrega à Ministra da Cultura, Marta Suplicy e a Dom Odilo Scherer.

Nosso Senhor está sendo flagelado novamente , iremos ficar de braços cruzados?

Abaixo, protesto de associações católicas em frente ao teatro durante a apresentação da peça blasfema em São Paulo:
 


 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Água e Fé

O DRAMA DA FALTA D’ÁGUA EM ITU SOB UM OLHAR PROVIDENCIAL
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A Seca , a Fé e a Chuva


Marcos Luiz Garcia



A Folha online publicou, no dia 8 de fevereiro último, a notícia trágica de que a tentativa de fazer chover na região do sistema Cantareira fracassou e a estiagem continua terrível!
(Ao lado foto de reservatório de água em Itu-SP)
Comentando o fato com um amigo de Minas Gerais, ele recordou que, em tempos idos, o clero promovia procissões que saíam da igreja matriz rumo a um Cruzeiro da cidade para pedir a Deus que enviasse chuva. Muitas crianças ainda inocentes seguiam a procissão portando garrafinhas d’água. Ao chegarem, elas eram orientadas a derramar a água junto aos pés da grande Cruz. E a chuva não tardaria.
Outro mineiro, que costuma fazer a revisão de meus artigos, acrescentou ter ele mesmo, juntamente com dois irmãos, também quando crianças, conduzido em procissão pela mãe levando um pequeno recipiente com água da porta da casa da fazenda onde vivia até o Cruzeiro que ficava sobranceiro sobre um monte. Ali, após algumas orações, fazia-se a Deus o pedido da chuva ao mesmo tempo em que os inocentes derramavam a água aos pés Cruz. Segundo ele, isso ocorreu há mais de 60 anos, e, naquele mesmo dia, à noite, a chuva caiu abundante.
Ao longo de minha vida ouvi contar muitos fatos semelhantes. Para mim, nada mais natural, pois a Igreja é detentora do poder espiritual e, portanto, capaz de mover o sobrenatural. O pedido oficial da Igreja é propício a Deus, a Nossa Senhora, aos anjos e aos santos para tudo de justo, razoável e bom.
Infelizmente, nos dias que correm não se percebe mais fé entre as pessoas, como também e, sobretudo, em larguíssima parcela do clero. Para não falar de nossos governantes mais inclinados a promover uma pajelança ou “dança da chuva” que rezar ou promover uma procissão.
Como seria edificante e eficaz a convocação feita por um Cardeal e Bispos seguidos do clero aos fiéis para a realização de um ato religioso a fim de implorar a Deus misericórdia pelos pecados, prometendo antes sincera conversão e, com tal disposição, rogar a Deus que chova o quanto antes. Com certeza, o povo atenderia em grande medida tal iniciativa.
Resta saber se o clero, muito mais engajado em assuntos como invasões de terra e de imóveis urbanos, levante de índios e negros contra brancos, arengando sempre contra o direito de propriedade, jogando pobres contra ricos, atores sentimentais que vivem promovendo festas, pois entendem eles hoje que “Jesus quer nos fazer felizes”. Aliás, felicidade essa com significado de mero prazer e que tudo justifica. Os Mandamentos não são mais levados em conta, espalhando a vivência de que tudo corre normalmente, Deus não está desagradado com as faltas de seus filhos.
Nem todos os sacerdotes procedem assim, e há verdadeiros heróis que cumprem seu dever. Infelizmente, por isso mesmo, sofrem perseguição atroz de seus pares ou mesmo até de superiores…
A verdade é que voltar-se para Deus, prometer emenda de vida e implorar misericórdia quase ninguém quer fazer.

Faço duas perguntas, a propósito da chuva:
E se Deus não permitir que chova até que os homens se voltem para Ele, como aconteceu no tempo de Elias profeta?
Mas creio isso está fora de cogitação do homem de hoje.

E se, por um prodígio de paciência, Deus permitir que chova, aguardando ainda mais pela conversão do homem, ele seguirá como se Deus não existisse, pensando exclusivamente em si? O grande Santo Agostinho tinha razão ao afirmar que “Deus é amigo do homem e quer a sua salvação. O que falta é o homem querer ser amigo de Deus”.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Tu es Petrus

Cátedra de São Pedro:
Festa que celebra o Papado enquanto Cátedra infalível que dirige o mundo
Plínio Correa de Oliveira





Os senhores sabem que Pio IX, um grande Papa do qual temos uma relíquia indireta, — um pedaço de seu caixão mortuário, — e cujo processo de canonização está introduzido [ foi beatificado por S.S. João Paulo II em 3 de setembro de 2000 ], teve um primeiro período de seu governo considerado liberal. Não que ele tivesse defendido algum erro doutrinário do liberalismo em seus documentos, mas tomou uma série de medidas tidas como liberais (*).
De tal maneira que na Itália daquele tempo, — dividida pitoresca, proveitosa e eficientemente em pequenos reinos, principados e cidades livres, — que pendia para a unificação, os independentistas  que queriam unificar a Itália, davam um brado revolucionário pelas ruas para ligar e atrair a uma ação comum os anarquistas e os afilhados da seita de Mazzini: “Viva Pio IX!".


Este brado recrutava nas ruas a fina flor dos lazzarones, dos sem vergonha, dos revolucionários, da máfia, da camorra e de tudo o mais que queiram, na luta contra aqueles pequenos tronos cujo desaparecimento hoje lamentamos.
Nessa situação difícil, em que um Papa era transformado em símbolo da Revolução, vivia o grande santo D. Bosco. Nos colégios de D. Bosco penetrava também o brado “Viva Pio IX”. E um ou outro desses alunos, que os senhores podem imaginar de que jeito eram, gritavam “Viva Pio IX” no meio do recreio. O brado de revolta.
Dom Bosco teve então uma atitude, que foi a seguinte: “não gritem ‘Viva Pio IX’, gritem ‘Viva o Papa’!” (**) É a saída soberanamente inteligente, porque "Viva o Papa" a gente deve gritar sempre. Isto está no processo de canonização de D. Bosco e não impediu que fosse canonizado nem que sua obra fosse abençoada pela Providência de todos os modos.
Na raiz disso está uma distinção muito importante: a distinção entre o Papa e o papado; entre a pessoa do Papa, sujeita às misérias humanas, sujeita também a erros onde não é amparado pela infalibilidade e, de outro lado, a instituição, que é inteiramente distinta da pessoa. E se é verdade que de vez em quando se grita: “viva fulano” e às vezes se cala e às vezes se chora, e sempre se reza, há um brado que se dá sempre, e este brado é "Viva o Papa"!, "Viva o Papado"!
É por causa disso que a festa que vai ser celebrada hoje, a festa da Cátedra de São Pedro, é uma festa extremamente oportuna, porque ela celebra o Papa enquanto mestre, ela celebra o Papado enquanto tendo uma Cátedra infalível que se dirige ao mundo e que esta é, de fato infalível. E é portanto a infalibilidade do Papa, por assim dizer, é a ortodoxia, aquilo em que o Papado não erra nunca, que é o objeto dessa celebração de hoje.
Sabemos que da Cadeira de São Pedro conservou-se quase toda a estrutura, guardada na Igreja de São Pedro, em Roma. Na “Glória” de Bernini existe uma Cátedra de bronze, oca, que de vez em quando se abre e que contém dentro um banquinho, que é considerado como tendo sido a cadeira de São Pedro.
A festa da Cátedra de São Pedro tem em vista este objeto, mas tem, muito mais do que esse objeto, em vista o fato de Roma ser a Cátedra de São Pedro, e o fato de Nosso Senhor Jesus Cristo ter dado a São Pedro uma Cátedra infalível, e o fato dessa Cátedra governar a Santa Igreja Católica Apostólica e Romana. É, portanto, esse fato que se celebra no dia de hoje.
Na nave central da Basílica de São Pedro há uma imagem, preta, de material escuro, que representa o Papa. É São Pedro, com as chaves na mão, sentando numa cátedra e com o pé à altura dos lábios dos fiéis. E todos os peregrinos que vão a Roma passam por lá e osculam o pé de São Pedro. O resultado é que com o ósculo mil e mil vezes repetido, o pé de São Pedro está até desgastado. Acho que é o único exemplo na história em que ósculos destroem bronze.
E o bonito é que no dia da festa do Papa — parece-me que no aniversário do Papa, em todo o caso no dia de São Pedro, — essa imagem é revestida com os ornamentos pontificais. De maneira que ela tem tiara, tem tudo, fica vestida como se fosse um Papa vivo, para indicar a magnífica e evidente solidariedade e continuidade que vai de São Pedro até o Papa de nossos dias.
Nós o que devemos fazer hoje? Em espírito, oscular o pé dessa imagem. Quer dizer, em espírito oscular o Papado, em espírito oscular esse princípio de sabedoria, de infalibilidade da autoridade que governa  a Igreja  Católica. E, por meio de Nossa Senhora, agradecer a Nosso Senhor Jesus Cristo a instituição da infalibilidade desta Cátedra, que é propriamente a coluna do mundo; porque se não houvesse infalibilidade, o mundo estava completamente perdido, a Igreja destroçada e com ela o mundo perdido. E também o caminho para o céu. Porque os homens não encontrariam o caminho para o céu se não houvesse uma autoridade infalível para governar.
Entretanto, uma coisa que devemos lembrar é o seguinte: a fidelidade à cátedra não se confunde inteiramente e sob todos os pontos de vista com a aceitação incondicional do que faz a pessoa. Nosso Senhor Jesus Cristo faz uma distinção entre a cátedra e a pessoa. Embora o catedrático seja ele e os poderes da cátedra residam nele, nem tudo nele é cátedra, e não podemos imaginar a Igreja como ela não foi feita por Nosso Senhor Jesus Cristo. A Igreja foi feita por Nosso Senhor Jesus Cristo de maneira a ser assim. (***)
Com a cátedra ou com o catedrático? Com a cátedra, até morrer, notando sempre que a cátedra nunca está fora do catedrático. E que portanto não se pode ter uma fidelidade abstrata ao papado, que não seja fidelidade concreta ao Papa atual, em toda medida em que ele é infalível e tem o poder de governar e reger a Igreja Católica.




 (*) Para uma informação mais detalhada deste assunto ver, por ex., a matéria publicado por "Catolicismo" na edição de Janeiro de 1992, "Pio IX e Metternich".

(**) Ver "I sogni di Don Bosco", escrito por Eugenio Pilla, publicado pela editora Cantagalli, Siena, 2004, 4a. edicao, pag. 104


(***) Uma explicação mais detalhada deste ponto pode ser encontrada no livro "As CEBs... Das quais muito se fala, Pouco se conhece - a TFP as descreve como são", de autoria do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira e de Gustavo Antonio Solimeo e Luiz Sérgio Solimeo, na parte I, Cap. III - A intelecção deformada do tríplice "sentire" ( "cum Romano Pontifice", "cum Episcopo", "cum Parocho").

sábado, 4 de janeiro de 2014

Ante o apoio dado por Francisco à luta pela terra: Omitir-se ou Resistir?

POR FIDELIDADE À FÉ E AO PAPADO, RESISTIMOS.




Marcos Luiz Garcia
Blog Resistir na Fé


O explícito apoio e estímulo dado no Vaticano pelo Papa Francisco ao Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST - Via Campesina), cujos membros são conhecidamente comunistas, invasores de terras, violentos destruidores de bens alheios legítimos, que há décadas vêm tentando realizar sem sucesso uma Reforma Agrária baseada em princípios opostos à doutrina católica, principalmente no que tange à propriedade privada, causou-me, e a muitos, uma imensa perplexidade!
Sempre fui anticomunista em razão de minhas convicções católicas. É porque católico, é em nome dos princípios católicos, que sou anticomunista. Aliás, muitos católicos são como eu.
Diante do apoio claro dado por Francisco ao ultra esquerdista Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, nós, católicos anticomunistas, ficamos num dilema: como explicar nossa posição enquanto católicos?  Nossa atuação fica sujeita a uma objeção supremamente embaraçosa: a ação anticomunista que efetuamos não conduz a um resultado precisamente oposto ao desejado pelo Vigário de Jesus Cristo?
Resta-nos, enquanto católicos anticomunistas, cessar nossa atuação ou dar uma explicação:
Inspiro-me no profético manifesto de Plinio Corrêa de Oliveira, escrito em 1974, diante da catastrófica política de Paulo VI de distensão com os governos comunistas.
“Cessar a luta, não o podemos. E é por imperativo de nossa consciência de católicos que não o podemos. Pois se é dever de todo católico promover o bem e combater o mal, nossa consciência nos impõe que defendamos a doutrina tradicional da Igreja, e combatamos a doutrina comunista.
“O mundo contemporâneo ressoa por toda parte com as palavras "liberdade de consciência". São elas pronunciadas em todo o Ocidente, e até nas masmorras da China... ou de Cuba. Muitas vezes essa expressão, de tão usada, toma até significados abusivos. Mas no que ela tem de mais legítimo e sagrado se inscreve o direito do católico, de agir na vida religiosa, como na vida cívica, segundo os ditames de sua consciência.’
“Sentir-nos-íamos mais agrilhoados na Igreja do que o era Soljenitsin na Rússia soviética, se não pudéssemos agir em consonância com os documentos dos grandes Pontífices que ilustraram a Cristandade com sua doutrina.’
“A Igreja não é, a Igreja nunca foi, a Igreja jamais será tal cárcere para as consciências. O vínculo da obediência ao Sucessor de Pedro, que jamais romperemos, que amamos com o mais profundo de nossa alma, ao qual tributamos o melhor de nosso amor, esse vínculo nós o osculamos no momento mesmo em que, triturados pela dor, afirmamos a nossa posição.’
“Neste ato filial, dizemos ao Pastor dos Pastores: Nossa alma é Vossa, nossa vida é Vossa. Mandai-nos o que quiserdes. Só não nos mandeis que cruzemos os braços diante do lobo vermelho que investe. A isto nossa consciência se opõe.’
“Sim, Santo Padre – continuamos – São Pedro nos ensina que é necessário "obedecer a Deus antes que aos homens" (At. V, 29). Sois assistido pelo Espírito Santo e até confortado – nas condições definidas pelo Vaticano I – pelo privilégio da infalibilidade. O que não impede que em certas matérias ou circunstâncias a fraqueza a que estão sujeitos todos os homens possa influenciar e até determinar Vossa atuação. Uma dessas é – talvez por excelência – a diplomacia. E aqui se situa a Vossa política de distensão com os governos [e líderes] comunistas.
“Aí o que fazer? As laudas da presente declaração seriam insuficientes para conter o elenco de todos os Padres da Igreja, Doutores, moralistas e canonistas – muitos deles elevados à honra dos altares – que afirmam a legitimidade da resistência. Uma resistência que não é separação, não é revolta, não é acrimônia, não é irreverência. Pelo contrário, é fidelidade, é união, é amor, é submissão.

"'Resistência' é a palavra que escolhemos de propósito, pois ela é empregada nos Atos dos Apóstolos pelo próprio Espírito Santo, para caracterizar a atitude de São Paulo. Tendo o primeiro Papa, São Pedro, tomado medidas disciplinares referentes à permanência no culto católico de práticas remanescentes da antiga Sinagoga, São Paulo viu nisto um grave fator de confusão doutrinária e de prejuízo para os fiéis. Levantou-se então e 'resistiu em face' a São Pedro (Gal. II, 11). Este não viu, no lance fogoso e inesperado do Apóstolo das Gentes, um ato de rebeldia, mas de união e amor fraterno. E, sabendo bem no que era infalível e no que não era, cedeu ante os argumentos de São Paulo. Os Santos são modelos dos católicos. No sentido em que São Paulo resistiu, nosso estado é de resistência.
“E nisto encontra paz nossa consciência.
“Resistir significa que aconselharemos os católicos a que continuem a lutar contra a doutrina comunista com todos os recursos lícitos, em defesa da Pátria e da Civilização Cristã ameaçadas.
“Resistir significa que jamais empregaremos os recursos indignos da contestação, e menos ainda tomaremos atitudes, que em qualquer ponto discrepem da veneração e da obediência que se deve ao Sumo Pontífice, nos termos do Direito Canônico.”
Isso posto, recordamos aqui que Nossa Senhora nos advertiu em Fátima explicitamente contra os erros da Rússia, ou seja, do comunismo. Portanto, favorecer, estimular, encorajar, apoiar de qualquer maneira o comunismo é desobedecer frontalmente a Nossa Senhora.
Lembramos ainda a imensa quantidade de documentos pontifícios condenando o comunismo, peças do Magistério da Igreja inspiradas na coerência doutrinária bimilenar da Igreja, assistida pelo Espírito Santo, que poder algum pode ignorar ou invalidar.
Nossa atitude de Resistência é a expressão sincera e firme de nossa fidelidade inabalável a Deus, à Sua Santa Igreja e ao Vigário de Cristo na terra, abarcando todos os temas que se inserem nas circunstâncias descritas acima.



Conscientes da imensa crise que atinge a humanidade, especialmente nossa Santa Igreja, continuaremos nossa luta pacífica e legal, tendo sempre presente no espírito que, quaisquer que sejam as perplexidades que nos envolvam, manteremos nossa fé indefectível na promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo de que as portas de inferno não prevalecerão contra a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, Sua única Igreja verdadeira.