Revolução
"Rock":
porta
aberta para o satanismo
Gerado em "laboratórios", o rock produz a animalização
do homem inserido numa vida tribal e anárquica, rumo ao culto satânico
Revista Catolicismo
Março de 2001
Há 50 anos uma profunda revolução de caráter cultural proclamou seu
radicalismo através da música: o Rock-and-roll.

O fenômeno rock-and-roll, como todo acontecimento sócio-cultural
revolucionário, não nasceu de geração espontânea. Foi elaborado sob cuidados
extremos em "laboratórios", com a finalidade de tentar quebrar,
através da música, a estrutura da alma humana e decretar o império anárquico
dos sentidos sobre a inteligência e a vontade. Essa animalização do homem
remetê-lo-ia para um estilo de vida tribal, na qual o demônio, adorado por
todos, seria o senhor. Assim o demonstram Plinio Corrêa de Oliveira em sua
renomada obra Revolução e Contra-Revolução (2), John Blanchard em seu livro
Rock in... Igreja?! e numerosos autores citados nesta obra (3).
O rock é como o rio Amazonas da música, com muitos afluentes
"formados de muitos panos de fundo culturais (alemães, checos, franceses,
irlandeses, espanhóis, ingleses, norte-americanos e outros), e mesmo a música
da África foi moldada pelo contato mantido com Europa, Ásia e Oriente
Médio" (4).
Abrindo o caminho para o aparecimento do rock, "surgiu um
conjunto de homens de meia idade, que cantava música country e western, chamado
Bill Haley and the Comets; estes, enfatizando mais o ritmo que as palavras,
gravaram o primeiro rock `n'roll a entrar para as paradas de sucesso, gravado
por um branco: `Rock around the clock' (Dançando o tempo todo) e `Crazy, Man,
Crazy' (Louco, Cara, Louco)" (5).
Em 1954 aparece o
"ungido pelo demônio"

" `Não sei como descrever isto, pois era completamente
diferente de tudo quanto experimentara na vida. Eu sabia que isto não vinha de
Deus' " (6).
John Blanchard, acima referido, tece o seguinte comentário sobre
Presley:
"Foi adorado por uns e odiado por outros. Para milhões de fãs
ele era o `Rei', para outros a própria personificação do Mal. Sua aparência era
arrogante, sensual e obscena. Consultava um médium espírita no Colorado e
estava profundamente viciado em tóxicos".
"Quando morreu em 1977, aos 42 anos, havia ganho milhões de
dólares e era apenas um moço precocemente envelhecido, tão perfurado por marcas
de picadas, que não havia mais espaço para tomar injeções" (7).
Beatles, sucessores de
Elvis

"Elvis abriu as comportas para centenas de imitadores e
seguidores desse estilo cru, agressivo e sensual. "Mas,
surpreendentemente, a moda não durou muito tempo. No final dos anos 50, o palco
foi cedido para a música folk, que falava de questões políticas de relevância:
o legendário Bob Dylan, Joan Baez e outros cantavam músicas de protesto.
"Mas tudo mudou em 1963 com a chegada dos Beatles: [o
blasfemo] John Lennon chegou a afirmar que os Beatles eram mais populares que
Jesus Cristo.
"No final dos anos 60 surgiu o movimento hippie, e a música
dos Beatles `Sergeant Peppers' se tornou o hino oficial da cultura hippie.
"Vieram os festivais gigantescos, e o Woodstock (Nova York)
recebeu um público de 500.000 fãs do rock em agosto de 1969: foram três dias de
drogas, sexo e música. Assim como em Altamont, próximo a São Francisco, houve
muitos crimes.
"Nick Cohn afirmou: os Rolling Stones eram maus e sujos... e
emitiam barulho o mais duro, indigesto e ofensivo barulho que qualquer outro
conjunto inglês já produzira.
"Surgiu o rock punk como sendo o último lixo musical produzido
por nossa cultura perturbada, e seus promotores como sendo aqueles que adoram o
ódio, a agressão, a apatia, a concupiscência, o álcool e a anarquia" (8).
Balanço de três pesadelos:
Rock in Rio I, II e III

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em palestra para colaboradores
de Catolicismo sobre o Rock in Rio I, teceu a seguinte consideração em
15-5-1987: "...De um modo geral, todos tínhamos a idéia de bandos fétidos,
de malucos soltos por uma terra também amalucada. Esses bandos pensavam e
faziam entre si coisas dessas.
"Porque sempre houve duas modalidades de apresentação satânica
sobre a Terra: há o satanismo histérico, barulhento, agitado, angustiado, que
profere blasfêmias, que diz horrores etc. É o satanismo por excelência. Mas há
também outra forma de satanismo: quando se lê sobre magia etc., alguns desses
que entram em transe com o demônio, vistos na vida comum, são homens ou
mulheres muito tranqüilos".
A respeito do Rock in Rio II, é oportuno lembrar uma apreciação
publicada na "Folha Ilustrada", de 23-1-91: "O Rock in Rio II
aparece com todos os seus detalhes, entre todos os seus gritos, com todas as
suas convulsões, com sua espetacularidade agressiva, sua feiúra, sua
monstruosidade, seu entusiasmo, sua violência e seu grotesco".
A propósito desse tópico, observou aquele insigne pensador
católico, em 27-1-1991: "Eu considero os espetáculos do Rock in Rio II
como tentativas ou ensaios do reino do demônio. ... É ofensivo contra aquilo
que ainda existe no homem de são, para o destruir. .... é parecido com todo o
show de caos que a política nos vai oferecendo, tentando fazer esta festa da
anarquia. Trata-se de um processo. O demônio aparece nas suas formas chiantes,
gritantes, cantantes, e se exprime assim".
O Rock in Rio III, apesar de ter contado com a presença de farta
música popular brasileira e estrangeira, orquestra sinfônica, artistas e
apresentadores de rádios e TVs, não conseguiu nem de longe causar o impacto e a
animação dos anteriores.
O "Jornal do Brasil", de 23-1-01, observa: "Coisa
morna a apresentação do Capital Inicial no Palco Mundo do Rock in Rio. Por que
será que perderam a chance de colocar 250 mil cabeças para pular?"
Em outro local da mesma edição, lê-se: "O Red Hot Chili
Peppers parecia com pressa de encerrar seu show no Inferno, quer dizer, na
Cidade do Rock." E a respeito do término do Guns N' Roses há um resgristo
irônico: ".... um obrigado não chegou a transformar os anjos em
diabinhos".
Como disse fatigado o ex-beatle John Lennon, "o sonho
acabou". E acabou na lama, tendo como últimos mohicanos do Palco Mundo os
californianos do Red Hot Chili Peppers.
Fotos absolutamente grotescas e imorais encheram as páginas de
jornais e revistas, exatamente como o fizeram em shows anteriores. O desvario e
o cansaço, além do vazio e da frustração, prevaleciam nas fisionomias dos
roqueiros. Mas com uma diferença: o Rock i Rio III tornou patente o desgaste
atual dessa música degradante em relação ao ardor inicial.
_______
NOTAS:
(1) _ Malcolm Doney, Summer in the City, apud John Blanchard com Peter
Anderson & Derek Cleave, Rock in...Igreja?! (em inglês Pop goes the gospel), Editora Fiel, 5ª edição em
português, 1993, São José dos Campos (SP), pp.8 e 9.
(2) _ Plinio Corrêa
de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, 2ª edição, 1982, Diário das Leis _
São Paulo (SP), pp. 22-24.
(3) - John Blanchard, Rock in... Igreja?! (Pop goes the gospel), 5ª edição em português, 1993, Editora Fiel,
S. José dos Campos (SP), pp. 9-11.
(4) _ Steve Lawhead, Rock Reconsidered, apud John Blanchard, op. cit.,
p. 10.
(5) _ Idem, ibidem, nota 3, p. 11.
(6) _ Davin Seay e Mary Neely, Stairway to Heaven (As raízes espirituais
do Rock), Editora Ballantines Books, N.Y., USA, 1985.
(7) _ John Blanchard, op. cit., pp. 11, 12.
(8) _ John Blanchard, op. cit., pp. 12-14.
Disponível em:
http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=534&mes=marco2001
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